| BRASIL
LIDERA ESTUDO CIENTIFICO
MUNDIAL NO BOBSLED
Rio de Janeiro, 20 de fevereiro
de 2004
Projeto inédito vai responder
a perguntas que nenhum outro país soube responder
O Brasil está dando o primeiro
e importante passo no estudo científico do bobsled,
com o projeto Análise Cinemática. A pesquisa
inédita, que pretende estudar a fundo os movimendos
de largada, será realizada durante o Campeonato Mundial
em Konigssee, na Alemanha, nos dias 21 e 22 de fevereiro.
A Confederação Brasileira de Desportos no Gelo
(CBDG) está à frente da iniciativa, que terá
como pesquisadores Alexandre Dias Lopes e Reginaldo Fukuchi.
Uma das condições da Federação
Internacional para que o projeto pioneiro fosse realizado,
é que o seu resultado pudesse ser divulgado para todos
os países. Para o Brasil, a pesquisa beneficiará
os atletas brasileiros na busca por bons resultados nas Olimpíadas
de Inverno de 2006.
“Temos um desafio pela frente. Vamos
utilizar nossa idéia para ajudar no crescimento do
bobsled”, comenta Alexandre Lopes, pesquisador e fisioterapeuta
da CBDG, que atualmente cursa doutorado em biomecânica.
“Começamos a perguntar para os melhores técnicos
do mundo qual o tamanho ideal da primeira passada,
em que grau tem que estar flexionado o joelho e etc. Ninguém
conseguia nos responder, até que percebi que nunca
havia sido feito um estudo o assunto”, explica Alexandre.
Os esportes de inverno ganham proporções
cada vez maiores no cenário brasileiro. Foi por conta
disso que Alexandre, que acompanhou as equipes brasileiras
de gelo e neve nos Jogos Olímpicos de Salt Lake City
2002, resolveu procurar saber um pouco mais sobre o bobsled.
O que mais intrigava o fisioterapeuta é que a equipe
brasileira, quase toda vinda do atletismo, não conseguia
uma boa largada no gelo. Depois de conversar com alguns treinadores
dos principais países no esporte, e até mesmo
buscando arquivos sobre o assunto, Alexandre constatou que
não havia nenhum tipo de estudo realizado para descobrir
as técnicas de uma boa largada.
Para que a pesquisa seja realizada com sucesso,
Alexandre e Reginaldo vão utilizar mais de 40 quilos
de equipamentos supermodernos e preparados para suportar as
baixas temperaturas da montanha.
Além disso, os pesquisadores escolheram o importante
Campeonato Mundial de Bobsled para coletar as imagens.
“Já que o nível de competição
é alto, vamos poder fazer a análise com as imagens
dos melhores atletas do mundo”, enfatiza Alexandre.
Depois da coleta das imagens, a dupla
segue para a Áustria, onde receberão a ajuda
de uma Universidade no estudo do trabalho. Mas o relatório
será realizado aqui mesmo no Brasil durante cerca de
20 dias.

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