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TURIM,
UMA OLÍMPIADA CHEIA DE EMOÇÕES E LIÇÕES
Rio de Janeiro, 01 de Março de
2006

Os Jogos Olímpicos de Inverno de
Turim-2006 chegaram ao fim, com a Cerimônia de Encerramento
da competição, deixando um legado importante
para o esporte brasileiro. Ao longo de 16 dias, a delegação
nacional quebrou algumas marcas que ficarão gravadas
na história da participação brasileira
em esportes de gelo e de neve. Para Turim, o Brasil se classificou
com o maior número de modalidades em uma edição
de Jogos de Inverno - cinco ao todo. Foi também nas
montanhas da região do Piemonte que o Brasil alcançou
resultados pouco imagináveis antes do início
da competição. O mais importante deles o da
snowboarder carioca Isabel Clark, de 29 anos, que conquistou
a nona colocação na prova de boardercross.
Este é o melhor resultado brasileiro de inverno em
todos os tempos. "A participação brasileira
nos Jogos Olímpicos de Turim foi mais uma conquista
do Movimento Olímpico Brasileiro, das Confederações
Olímpicas de Neve e de Gelo e dos atletas, que representaram
muito bem o país. Os resultados foram ainda melhores
em relação aos Jogos de Salt Lake, o que mostra
uma constante evolução dessas modalidades no
Brasil", disse o presidente do Comitê Olímpico
Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.
Segundo Nuzman, o mais difícil está sendo
alcançado, que é criar uma mentalidade de prática
de esportes de inverno nos jovens brasileiros. "Os resultados
em Turim comprovam o talento brasileiro para esses esportes
e ajudam a incentivar ainda mais as novas gerações à pratica
das modalidades de inverno", disse Nuzman, lembrando
a importância dos recursos da Lei Agnelo/Piva na preparação
da delegação brasileira. "Os recursos
da Lei Agnelo/Piva foram fundamentais para a classificação
do Brasil em um número recorde de modalidades e na
boa participação dos atletas em Turim",
completou o presidente do COB.
No bobsled, a grande vitória da equipe brasileira
formada por Ricardo Raschini, Márcio Silva, Claudinei
Quirino e Edson Bindilatti foi estar presente na competição
olímpica, ao lado de paises com muito mais histórico
em esportes de gelo. O Brasil foi o único país
tropical a se classificar para os Jogos, superando vários
adversários com mais tradição na Copa
Challenge, na Alemanha, em janeiro. "Temos que sair
de cabeça erguida e já começar a pensar
nos Jogos Olímpicos de Vancouver. Só o fato
de estar aqui já foi muito importante e nos trouxe
várias lições para o futuro", disse
Eric Maleson, presidente da Confederação Brasileira
de Desportos no Gelo (CBDG). "O Comitê Organizador
dos Jogos Olímpicos de Vancouver-10 nos fez um convite
para que a nossa equipe treine na pista dos Jogos com bastante
antecedência. Vamos avaliar com carinho esta idéia",
completou Eric. Em Turim, Claudinei Quirino se tornou o primeiro
medalhista olímpico brasileiro a participar dos Jogos
Olímpicos de Inverno e de Verão. Claudinei
conquistou a prata no revezamento 4x100m rasos nos Jogo Olímpicos
de Sydney-2000.
A participação brasileira em Jogos Olímpicos
de Inverno se iniciou em Albertville-92, quando o Brasil
foi representado por sete atletas, todos do esqui alpino.
Nos Jogos de Lillehammer-94, apenas Christian Munder representou
o Brasil, também no esqui alpino. Em Nagno-98, Marcelo
Apovian foi o atleta solitário do Brasil na competição,
mais uma vez no esqui alpino. Nos Jogos Olímpicos
de Salt Lake City-02, o Brasil já participou com 11
atletas em quatro modalidades: esqui alpino, esqui cross
country, luge e bobsled. Nos Jogos Olímpicos de Turim-06,
já foram cinco modalidades classificadas - o recorde:
snowboard, esqui alpino, esqui cross country, bobsled e luge.
O atleta Renato Mizoguchi, que seria o representante brasileiro
no luge, se acidentou e não pôde disputar os
Jogos.
Eric Leme Walther
Maleson
Presidente
Confederacao Brasileira de Desportos no Gelo
mail@cbdg.org.br
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