Confederação Brasileira de Desportos no Gelo

Adrenalina é a nossa pista

O Skeleton é um esporte praticado individualmente, onde os participantes deslizam de bruços em pistas de gelo. O nome Skeleton foi dado devido ao trenó lembrar a aparência de um esqueleto humano.

História

img-historia-skeleton-3

O Skeleton, assim como o Bobsled, surgiu na cidade de St. Moritz, na Suíça, como uma adaptação da Cresta, um popular esporte britânico. Após anos de colisões entre praticantes dos dois esportes com pedestres, o empresário Caspar Badrutt construiu, na década de 1870, a primeira pista “half-pipe” do mundo, e em 1884 construiu a Descida de Cresta, a primeira pista dedicada ao Skeleton. A descida foi posteriormente utilizada em duas Olímpiadas.

img-historia-skeleton-1

O esporte era praticado apenas na Suíça, até que, em 1905, um campeonato Austríaco foi sediado na cidade de Murzzuschlag. O torneio abriu portas para outras competições nacionais e a popularidade do esporte cresceu gradativamente, até que em 1923 a Federação Internacional de Bobsled e Tobogã (FIBT) foi fundada para administrar o desenvolvimento tanto do Skeleton como do Bobsled. O Comitê Olímpico Internacional (COI), em 1926, aprovou os dois esportes como modalidades Olímpicas e adotou as regras do Club de St. Moritz como o regulamento oficial destas modalidades nos Jogos Olímpicos de Inverno.

img-historia-skeleton-2

A modalidade apareceu nos jogos de 1928 e 1948, ambos em St. Moritz, porém a falta de países participantes fez com que fosse retirada do programa olímpico. A FIBT, em 1999, fez um pedido ao COI para a reintrodução do esporte nos Jogos. O pedido foi aceito e o Skeleton foi incluído nos Jogos de 2002, em Salt Lake City, nos EUA. Desde 2002 a popularidade do esporte cresceu e países sem condições climáticas, territoriais ou monetárias como Austrália, Nova Zelândia, Brasil, África do Sul, México, Iraque, entre outros, passaram a ter praticantes da modalidade

Equipamento e Pistas

img-equipamentos-e-pista

O Skeleton conta com mais equipamentos obrigatórios que o Bobsled, porém as pistas podem ser utilizadas para ambas as modalidades e algumas regras são comuns nos dois esportes, como um tamanho mínimo e máximo para os trenós e um limite de peso para a combinação atleta + trenó.

Capacete – Os capacetes podem ser específicos para o Skeleton ou os mesmos capacetes utilizados em alpinismo.

Traje artificial – Os trajes são projetados para se adaptar e simular a pele, assim como os maiôs utilizados na natação, servem para a proteção do atleta e para diminuir o atrito com o ar.

Sapatilhas – Tênis específicos para a tração no gelo, os mesmos utilizados no Bobsled e que auxiliam na fase de corrida da prova.

Óculos de proteção – Óculos especiais para proteger os olhos de pequenas partículas de neve, semelhantes aos usados por cientistas e marceneiros. Também é utilizado em outros esportes de inverno, como Snowboard e Ski.

Protetores de Ombro e Cotovelo – São opcionais, porém de grande utilidade para evitar ferimentos, devem ser utilizados por baixo dos trajes.

Trenó – Eram feitos de diversos materiais até 2010, quando a FIBT restringiu para a utilização de metal na estrutura e plástico nas bases, o restante normalmente sendo feito de fibra de carbono. Um trenó pode custar em torno de R$7.000,00. O peso máximo de um trenó deve ser 43kg para os homens e 35kg para as mulheres, e combinados ao peso do atleta devem chegar no máximo 115kg e 92kg, respectivamente.

Pista – A pista pode ser a mesma utilizada em provas de Bobsled e Luge, porém existem pistas unicamente desenhadas para o Skeleton. A maioria das pistas é refrigerada artificialmente.

 

 A Competição

img-a-competicao-1

Piloto – O atleta corre 50 metros e desce de bruços (peito) no trenó. Essa distância é percorrida em menos de 5.5 segundos acelerando o trenó a 40 km/h. Para correr no gelo em alta velocidade as sapatilhas especiais são essenciais para dar equilíbrio e tração no gelo.

Chegada – Ao cruzar a linha de chegada o atleta freia fazendo atrito no gelo com os pés e as mãos, diminuindo a velocidade do trenó gradativamente.

Tempo – Dependendo da pista uma descida dura entre 50 e 60 segundos. Os trenós chegam a 150 km/h.

Regulamento – Cada atleta corre quatro vezes, e o que tiver o menor tempo somado ao final ganha a prova.

img-a-competicao-2

Principais competições de Skeleton

As principais competições de Skeleton são organizadas pela FIBT desde que foi fundada, em 1923. Competições nacionais ocorrem desde 1905, quando a Áustria sediou seu primeiro campeonato. O primeiro campeonato com caráter mundial, que não os Jogos Olímpicos, corresponde a temporada 1986/1987.

Copa do Mundo de Skeleton

A Copa do Mundo de Skeleton é semelhante a de Bobsled e consiste em uma temporada com oito corridas em sete pistas e cidades diferentes ao longo de vários meses, nas categorias Masculino e Feminino. Os atletas com as melhores colocações somando todas as corridas são declarados campeões. A temporada tem início nos meses finais de um ano e termina nos meses iniciais do ano seguinte. Sua primeira edição foi correspondente à temporada 1986/87 e categoria feminina estreou dez anos depois, na temporada 1996/97.

Maiores vencedores:

Masculino – Christian Auer (AUS) e Martins Dukurs (EST) – 5 títulos cada

Feminino – Alex Coomber (ING) – 3 títulos

Campeonato Mundial da FIBT

Os campeonatos mundiais da FIBT ocorrem desde 1930, com a prática do Bobsled, porém o Skeleton foi introduzido apenas em 1982, com um campeonato próprio. Os campeonatos ocorrem anualmente em sedes pré-determinadas, e por vezes os eventos de Bobsled e as duas categorias de Skeleton ocorreram em sedes diferentes. Em 2000 a categoria feminina foi introduzida e em 2004 os campeonatos de Skeleton e Bobsled passaram a ocorrer na mesma cidade, em paralelo. Um evento com times mistos de Bobsled e Skeleton foi introduzido em 2007.

Maiores Medalhistas:

Masculino – Gregor Stahli (SUI) – 2 ouros e 2 pratas

Feminino – Maya Pedersen (SUI) – 2 ouros e 1 prata

Skeleton nos Jogos Olímpicos

O Skeleton apareceu duas vezes nos jogos Olímpicos, em 1928 e 1948, ambos em St. Moritz, na Suíça e então foi cortado pela falta de países participantes. Em 2002 foi reintroduzido com a adição da categoria feminina e a popularidade do esporte cresceu significantemente. A Inglaterra é o único país a conseguir uma medalha em todas as edições de Skeleton nos jogos. Nenhum atleta ganhou mais do que um ouro, contando as seis edições em que o esporte fez parte do programa Olímpico, mostrando a competitividade presente na modalidade.

O Brasil no Skeleton

img-brasil-no-skeleton-1

O Brasil nunca se classificou para uma edição dos Jogos Olímpicos no Skeleton, assim como para a Copa do Mundo, porém é um dos poucos países sem neve que disputa a modalidade. Em 2011, o então atleta Emílio Strapasson conseguiu a primeira classificação brasileira a um Campeonato Mundial da FIBT, em Konigssee, Alemanha e preferiu se aposentar antes de fechar o ciclo olímpico. Em 2015 outro brasileiro representou o Brasil em um Mundial, desta vez em Winterberg, Alemaha. Gustavo Henke conseguiu o feito na sua segunda temporada como atleta. Em 2016 o Brasil qualificou de forma inédita dois atletas para as Olimpiadas de Inverno da Juventude, em Lillehammer, Noruega. São eles Laura Nascimento e Robert Barbosa, fruto de uma parceria da CBDG com o CEFAN – Centro Almirante Adalberto Nunes, da Marinha do Brasil. No momento o Brasil não possui um programa de skeleton ou atletas com chances de qualificar para os próximos Jogos Olimpicos de Pyeong Chang..

img-brasil-no-skeleton-2
skeleton