Erick Vianna e Gustavo Ferreira falam sobre experiência na Escola de Pilotagem

7 de abril de 2022

Erick Vianna e Gustavo Ferreira com os outros participantes da Escola de Pilotagem (Foto: divulgação)

No dia 20 de fevereiro, ainda em Pequim, tão logo completou uma edição histórica de Jogos Olímpicos, o bobsled brasileiro ganhou pela frente um novo desafio. Quem seria, afinal, o sucessor do piloto Edson Bindilatti, que se aposentava naquele exato momento? Nos Estados Unidos, menos de um mês depois dos Jogos, o Brasil já iniciava a preparação de dois postulantes a esse posto.

De 8 a 17 de março, Erick Vianna e Gustavo Ferreira viajaram a Lake Placid, nos EUA, para realizar a Escola de Pilotagem. A experiência irá auxiliar a dupla a se preparar para a transição para o posto antes ocupado por Bindilatti. O ex-piloto, aliás, também esteve no local para oferecer instruções técnicas e auxiliar os novatos com sua larga experiência.

Erick Vianna valorizou bastante a ocasião. Com duas presenças olímpicas na carreira, em 2018 e 2022, o atleta de 29 anos considerou a participação na Escola de Pilotagem um “passo assertivo pensando nos Jogos de 2026”. “Quanto mais descidas, mais controle do trenó a gente tem e melhor feeling da pista vamos adquirir. Foi bem interessante. Eu tive contato com a pilotagem depois de PyeongChang, em 2018. E, agora com mais experiência no bobsled, já entro com outra cabeça. Já entrei com uma bagagem curta, mas certa experiência de pilotagem. Gostei bastante. Foram duas semanas bem interessantes, o Edson ajudou a gente demais com 23 anos de experiência. O Bryan (Berghorn, técnico da seleção) foi um dos treinadores dessa escola, também. Eles passaram bastante coisa pra gente. Foi bem produtivo, bem legal. E agora é descida. Quanto mais descidas fizermos, mais feeling do trenó e das pistas vamos pegar”, afirmou.

Imagem: divulgação

O jovem Gustavo Ferreira, de 19 anos, já pilotou em pistas como St. Moritz, Königssee, Park City, Innsbruck, além de Lake Placid. Mas a oportunidade de aprender mais foi valorizada pelo atleta que já defendeu o Brasil como piloto nos Jogos de Inverno da Juventude Lausanne 2020. “Foi uma experiência muito boa. É muito bom estar pilotando em Lake Placid de novo. Todas as vezes são experiências diferentes apesar de ser a mesma pista. A Escola de Pilotagem agregou muito para o meu conhecimento e me deu mais confiança também, estando junto aos treinadores Bryan e Edson, que ajudaram demais nesse período.”

Bindilatti foi outro a valorizar a ocasião. Mas por outro motivo. “Foi uma experiência foi muito boa. Foi uma transição interessante. É a primeira vez em muito tempo que viajo sem ter que pensar no que tenho que fazer na pilotagem, o que eu tenho que melhorar. Foi bem bacana. Filmamos as descidas, analisamos os vídeos com os outros atletas… Gostei muito. Foi muito legal. Deu pra aprender bastante coisa e ter uma noção de tudo em relação a ensinamentos”, comentou.

Passada a Escola de Pilotagem, os atletas Erick e Gustavo já estão de volta ao Brasil. Entre julho e agosto, eles devem se reunir com os companheiros de seleção brasileira para treinamentos fora do gelo. O grupo deve voltar a fazer descidas em outubro, nos Estados Unidos.

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